Cirurgia Robótica e a Negativa dos Planos de Saúde: saiba como garantir seus direitos

O que é a cirurgia robótica e por que ela é tão importante?

A cirurgia robótica é considerada um dos maiores avanços da medicina atual. Diferente da cirurgia tradicional, ela é minimamente invasiva: o cirurgião opera controlando braços robóticos de altíssima precisão. Isso permite:

• cortes menores e melhor resultado estético;

• menos dor e sangramento;

• menor risco de complicações;

• recuperação mais rápida;

• redução de infecções hospitalares.

Essa tecnologia já é amplamente usada em diversas áreas: oncologia (próstata, rim, intestino, útero, pulmão), urologia, ginecologia, cardiologia, bariátrica e cirurgias gastrointestinais.

Por que os planos de saúde costumam negar a cirurgia robótica?

Mesmo sendo uma técnica aprovada e reconhecida pela Anvisa e pela comunidade médica, muitos planos de saúde negam a cobertura. As alegações mais comuns são:

• “O procedimento não está no Rol da ANS.”

• “A técnica é experimental.” Proprietária do terreno onde se encontra a casa e não comparecerá voluntariamente tendo em vista ser mãe da Re

• “Não há previsão contratual.”

• “Existe opção mais barata (cirurgia convencional).”

Todas essas justificativas já foram consideradas abusivas pela Justiça. A ausência no rol da ANS, por exemplo, não pode ser usada para recusar tratamento quando há indicação médica clara e fundamentada.

O que diz a lei e a Justiça

A legislação é clara quanto à proteção do paciente:

• Lei nº 9.656/1998 (Lei dos Planos de Saúde) – garante cobertura de todo tratamento essencial indicado pelo médico.

• Constituição Federal (art. 196) – saúde é direito fundamental, que deve ser assegurado também pelas operadoras privadas.

• STJ – já consolidou que o Rol da ANS é apenas uma referência mínima, e não pode ser usado como justificativa para negar tratamento necessário

A Justiça tem confirmado que:

• a negativa baseada apenas no custo é abusiva;

• cláusulas que excluem a cirurgia robótica por não estar no rol da ANS são inválidas;

• em caso de descumprimento, podem ser aplicadas multas diárias (astreintes).

Situações em que a cirurgia robótica é mais indicada

A tecnologia robótica tem se tornado padrão em casos que exigem precisão extrema e menor agressão ao organismo. Entre eles:

• Câncer de próstata e rim – referência em urologia, com resultados superiores.

• Endometriose profunda – melhor visualização e remoção completa dos focos.

• Cirurgias cardíacas delicadas – maior segurança em estruturas sensíveis.

• Cirurgia bariátrica e metabólica – redução de riscos em obesidade grave.

• Cirurgias colorretais – especialmente no tratamento de tumores.

A prevalência da indicação médica

O médico assistente é a autoridade máxima na escolha do tratamento. Cabe a ele decidir se a cirurgia robótica é a técnica mais adequada para o paciente, considerando o quadro clínico e os riscos envolvidos.

Quando o plano nega e tenta impor outra técnica, fere a autonomia médica e o direito do paciente a receber o melhor tratamento disponível. Por isso, a Justiça tem reiterado que a escolha terapêutica cabe ao médico, não ao plano de saúde

Ressarcimento: se o paciente custeia a cirurgia

Muitos pacientes, diante da negativa abusiva, acabam pagando do próprio bolso para não adiar o tratamento. Nesses casos, é possível:

• Exigir reembolso integral das despesas, por via judicial;

• Pleitear indenização por danos morais, diante do sofrimento e da angústia causados pela recusa;

• Pedir correção monetária e juros sobre os valores pagos.

Há precedentes judiciais garantindo não apenas o ressarcimento, mas também condenando planos a indenizar pelo abalo psicológico e risco à saúde gerado pela negativa

O que fazer diante da negativa

1. Exija a negativa por escrito – isso é essencial como prova.

2. Organize a documentação médica – relatório detalhado com CID e justificativa do médico.

3. Registre reclamação na ANS – pelo site ou telefone 0800-701-9656.

4. Procure um advogado especializado em Direito à Saúde – na maioria dos casos, é possível obter uma liminar em 48 a 72 horas obrigando o plano a autorizar a cirurgia robótica.

Conclusão

A cirurgia robótica é uma realidade na medicina moderna e oferece benefícios inegáveis ao paciente. As negativas dos planos de saúde, baseadas em argumentos como custo ou ausência no rol da ANS, são consideradas abusivas e podem ser revertidas judicialmente.

Se você ou um familiar teve a cirurgia robótica negada, saiba que pode exigir: cobertura imediata, reembolso das despesas e até indenização por danos morais. O direito à saúde deve prevalecer sobre os interesses financeiros das operadoras.

Por Ana Helena Maia, advogada (OAB/RJ 175.984), sócia da Gomes & Maia Advogados. Especialista em Direito de Saúde .

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